Se clichês são ruins, por que fazem tanto sucesso?

clichês

Se clichês são ruins, por que fazem tanto sucesso?

 

Há alguns dias atrás, li uma postagem em um grupo de escritores do qual faço parte no facebook sobre os clichês literários que ninguém mais aguenta. Quando li fiquei desesperado, pois meu livro que foi lançado há poucos dias possuía a minha visão vários daqueles clichês.

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Logo pensei, “meu Deus, o que foi que eu fiz?”

Depois de pensar um pouco sobre o assunto, percebi que minha paranoia quanto ao assunto era desnecessária e minhas preocupações não era tão sérias assim quanto eu pensava.

Mas afinal, o que é um clichê?

o que é um cliche futurama

Seja em um livro, um filme, uma série, ou outra forma de se contar uma história. O que você, como leitor(a) ou escritor(a) enxerga como clichê? De acordo com um consenso geral, cheguei a conclusão de que clichê no mundo das histórias é quando se repete na história uma fórmula que deu muito certo e já se tornou comum.

formula

Clichê seria quando uma história tem medo de inovar e aplica uma fórmula já utilizada por outras histórias um grande número de vezes e que já caiu no gosto do público. Ou seja, é quase uma garantia de sucesso. Em time que está ganhando, não se mexe, correto? Eu não sei muito sobre isso, não sou muito fã de futebol haha, mas é uma ótima metáfora.

O clichê em sua essência é quando uma história deu tão certo, que outros autores, roteiristas e diretores, querem sempre aplicar a mesma fórmula, a mesma essência, a uma história. Mudando somente o roteiro e o enredo, mas o final pode ser previsto pelo público que já viu a conclusão desse tipo de história milhares de vezes? Mas se sempre deu tão certo, quer dizer que tem muita gente que gosta, certo? Aqueles que reclama são os fora do padrão? Ou as histórias se tornaram mesmo repetitivas?

Existe um conceito na literatura e que pode ser aplicada roteiros de séries e filmes, que é o chamado conceito Da Jornada do herói. A jornada do herói é um modelo e exemplo histórico utilizado por autores do mundo todo para basear suas histórias. Neste modelo milenar, que data de Aristoteles, existe um caminho a ser traçado e que deve ser seguido pelo protagonista ou personagens para que ele alcance o sucesso ou glória. É um modelo tão antigo, mas que funciona até hoje em filmes como Homem de ferro, Harry Potter, etc.

A JORNADA DO HERÓI

Eu já fiz um post uma vez sobre A Jornada do Herói, se quiser saber mais sobre, clique aqui.

O que todos estes filmes têm em comum? O personagem principal ou os personagens principais deverão trilhar um caminho que é constituído de etapas específicas para atingir um objetivo, e no final deste objetivo finalizam um ciclo de sua jornada. E está jornada narra a construção de seu caráter, que será mudado e transformado com a jornada, geralmente para melhor, às vezes para pior.

Você deve estar pensando, então a jornada do herói é um clichê?

nazare tedesco

Eu diria que não e sim, é difícil dizer. O que posso argumentar é que a partir dos dados de sucesso de filmes, livros e histórias, quase que 100% deles seguem à risca o modelo de jornada do herói e seu sucesso e critica são um forte argumento para falar que neste caso o clichê não é ruim.

Mas o que diferencia o clichê ruim com final óbvio e esperado, com histórias parecidas, do clichê de sucesso que inova e ao mesmo tempo mantém um modelo que é sucesso há milênios?

A chave está na palavra INOVAÇÃO.

elon musk

Muitos autores têm medo de inovar, pois o público não costuma receber bem coisas revolucionárias e que fogem do padrão. Mas autores criam movimentos e novas tendências, não criam? Onde está o diferencial? Onde está a chave da nossa questão? Onde está o ponto chave que diferenciará algo inovador, brilhante de uma catástrofe?

Bom, uma coisa que precisamos ter em mente, e que se você é escritor ou escritora, ninguém exigirá que você reinvente a roda. Mas também saiba que irão te massacrar se vc repetir a mesma história já contada milhares de vezes. Complicado não é? O que faz um bom escritor ou escritora? Eu diria que a leitura, afinal, como pode um bom escritor não passar horas lendo outros autores para buscar inspiração? Todo escritor de renome tem seus ídolos e inspiração, e acredito que aí está a solução para nosso problema.

Nenhuma pessoa consegue alcançar nada sozinha, todos se apoiam em ídolos, inspirações e modelos para criarem seus próprios caminhos. Toda história, todo livro, todo filme, é criado por alguém que leu milhares de outros conteúdos e narrativas e se inspirou para criar sua própria fala, seu modo de escrever e narrar histórias. Não é plágio, plágio é quando você copia literalmente a mesma história.

Um exemplo: Quando uma escritora faz um livro sobre feiticeiras que moram em uma escola aprisionadas em um castelo, e o outro escreve sobre vampiros que moram em um mosteiro aprisionados em uma torre.

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Se inspirar, aprender com os grandes e estudar seus métodos não é plágio. Afinal, ninguém nasce sabendo tudo, todos aprendemos com alguém e com mestres que nos ensinam seus caminhos para traçarmos os nossos. A chave que diferenciará um clichê de algo novo e surpreendente está na capacidade de inovação, reinvenção, em você pegar algo que já é sucesso garantido e trazer algo novo, um elemento inesperado, que irá tirar o fôlego do público que já estava esperando um outro tipo de coisa, pois você começou da mesma maneira que diversos outros autores.

Acredito que o ponto desta conversa é isso, você pode seguir um modelo, pode contar uma história com elementos já utilizados e que estão saturados, não é nenhum crime, sabia?

O que irá diferenciar um clichê de uma boa história, será sua capacidade de reinventar algo já utilizado e molda lol de uma maneira nunca utilizada ou pensada. Se você pegar um modelo de sucesso, tomar como inspiração e escrever algo que irafugir do esperado e do óbvio, tenho certeza de que sua história será um sucesso.

E mesmo que alguém lhe acuse de ser clichê, lembre-se: Não há como agradar todos, sempre haverá aqueles que acham sua história boa, aqueles que acham mediana, aqueles que acham ruim, os que achava horrível e intratável e os que amam. É humanamente impossível agradar a todos. Foque no público que te valoriza, respeite seus leitores, se inspire nos grandes mestres e ouça a opinião de cada pessoa, pois importa. A opinião do seu público importa.


Acho que é isso, não tenho muito mais a acrescentar sobre esta história. Você acha que eu estou errado? E perfeitamente normal que alguém discordara das minhas palavras e eu respeito isso.

O que você pensa que eu poderia mudar neste texto? Adoraria ouvir sua opinião. Espero que eu tenho ajudado e que minha opinião seja partilhada pelos meus leitores e leitoras. E pra você? O que é um clichê? Se você gostou, curte e compartilha. Discuta sobre e me questione se você não gostou do texto haha. Adorarei ouvir outras opiniões. Um abraço, pessoal!


Tem alguma sugestão? Acredita que faltou algo no texto ou  que eu poderia melhorar? Estou aberto a sugestões e a perguntas, ficaria muito feliz em respondê-los.

Se você gostou, curta, compartilhe, deixe seu comentário e siga a Página no Face. Os Primeiros Capítulos de O Selo de Bartholomeu podem ser lidos de graça no WATTPAD ou através do link.

Até mais pessoal, toda terça tenho um texto novo para vocês.

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